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Vinho Novecento é bom?
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Você já bebeu esse vinho? Conte como foi — sua avaliação, após revisão, vira dado no Índice BarGenial.
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Sim, o Novecento Malbec é bom para o que ele se propõe: um Malbec argentino de entrada, seco, frutado e fácil de beber, na faixa de R$ 50 a R$ 90. É ideal para iniciantes no Malbec e para jantares informais com carne vermelha. Quem busca um Malbec complexo e encorpado deve subir de faixa. Se a sua dúvida é de prateleira — “levo ou não levo?” — a resposta curta é: leve, se quer um Malbec fácil e barato e não espera um vinho de “uau”.
Afinal, o vinho Novecento é bom?
O Novecento é um bom vinho dentro da categoria dele, e essa distinção é tudo. O rótulo mais buscado, o Novecento Malbec, é a linha de entrada da bodega: um Malbec seco, de corpo médio, frutado e muito fácil de beber. Para esse papel, ele cumpre — e por isso recebe nota 7,0 aqui. Essa nota sai do nosso Índice de Confiança, que organiza doçura, corpo, preço e a avaliação real de quem comprou; não é palpite.
Ele é uma boa escolha para você se quer um Malbec argentino acessível, está começando agora no Malbec, ou só quer uma garrafa simpática para um churrasco ou jantar informal. Quem confia no custo-benefício argentino para o dia a dia tende a sair satisfeito.
Ele não é para você se procura um Malbec encorpado, com estrutura e potencial de guarda e a complexidade de um vinho premium. Nesse caso, o Novecento vai parecer simples demais — e tudo bem, não é esse o objetivo dele. É um Malbec de entrada, jovem e direto. Sem esnobismo: vinho de entrada a gente julga na faixa de preço dele, e nessa faixa o Novecento se segura bem.
O que diz quem comprou (e por que as notas divergem)
Aqui vale um cuidado que quase ninguém faz: olhar a nota em mais de uma plataforma ao mesmo tempo. Quando você faz isso, aparece uma divergência que parece contradição — mas não é:
| Plataforma | Nota | Avaliações | Público |
|---|---|---|---|
| Vivino (comunidade) | 3,4/5 | ~37.138 | Enófilo global |
| Mercado Livre (página consolidada) | 4,3/5 | 71 | Comprador-massa BR |
| Mercado Livre (anúncios individuais) | 4,5–4,8/5 | 20 a ~666 | Comprador-massa BR |
Por que o mesmo vinho tira pouco mais de 3 num lugar e perto de 5 em outro? Não é o vinho que muda — é o público. No Mercado Livre, quem avalia é o consumidor de massa brasileiro que foi atrás exatamente disto: um Malbec seco, frutado, fácil e barato. Ele recebe o que esperava e dá nota alta. Já o Vivino concentra enófilos do mundo todo, gente que mede qualquer vinho com a régua do Malbec premium — e essa régua dá a um entry-level a nota mediana esperada.
O detalhe que torna isso confiável é o tamanho da amostra do Vivino: ~37 mil avaliações. Não é opinião de meia dúzia de gente exigente; é uma base enorme, então o 3,4 é estatisticamente sólido. Ele confirma, com segurança, que o Novecento Malbec é um Malbec de entrada honesto, não premium. As duas coisas são verdade ao mesmo tempo: ~4,3–4,8 para quem quer frutado e custo-benefício; ~3,4 para quem espera complexidade.
Ou seja: a nota “real” depende da sua expectativa. É exatamente por isso que insistimos no “para quem é / para quem não é” — e foi essa leitura que sustentou a nota 7,0. (As notas acima são o que cada plataforma exibia em jun/2026; representam a composição da amostra de cada público, não uma taxa fechada de aprovação. A Amazon BR não foi confirmada nesta rodada.)
Quem é a Bodega Dante Robino
A Bodega Dante Robino fica em Mendoza, na Argentina, e a linha Novecento é a sua linha de entrada — pensada como o “vinho de mesa argentino” para acompanhar a mesa do dia a dia, com um planeta no rótulo de cada varietal. Além do Malbec, a linha tem também Cabernet Sauvignon e um Blend de Blancas, para quem quer variar dentro da mesma marca.
O Novecento Malbec é 100% Malbec, com uvas de Mendoza. As fichas divergem na sub-região exata (a bodega cita San Martín, Rivadavia e Santa Rosa; parte do varejo brasileiro cita Luján de Cuyo e Maipú), então o seguro é dizer Mendoza, Argentina.
Seco ou suave? O perfil do Novecento
O Novecento Malbec é um vinho seco, de corpo médio, com teor por volta de 13,3% a 13,5%. No copo, mostra cor vermelho intenso com reflexos violáceos e aromas de amora, cereja e ameixa madura, com boca equilibrada, taninos macios e final prolongado. É um tinto para servir a uns 16–18 °C, sem cerimônia.
Vale registrar uma ressalva honesta: algumas descrições de varejo mencionam notas de “baunilha” ou passagem por carvalho, mas a ficha da própria bodega não confirma barrica — então tratamos isso como nota aromática relatada, não como fato. Se quiser acertar a temperatura na hora de abrir, veja nosso guia de temperatura para servir vinho.
Quanto custa o Novecento
A garrafa de 750 ml do Novecento Malbec costuma sair entre R$ 50 e R$ 90, dependendo do canal e de promoção. Por esse dinheiro, você leva um Malbec argentino seco honesto, agradável e consistente de uma garrafa para a outra — o melhor é conferir o valor do dia direto na loja.
Um aviso para não levar susto no preço: quando você vê o Novecento anunciado bem acima dessa faixa, normalmente é um kit ou conjunto de garrafas, não uma garrafa só. Olhe sempre a quantidade antes de fechar.
Com o que harmonizar
O Novecento Malbec, por ser seco, frutado e de corpo médio, é versátil para a mesa argentina clássica. Ele combina bem com:
- Carnes vermelhas (churrasco, bife);
- Massas frescas, como um tagliatelle;
- Empanadas de carne;
- Queijos de intensidade média.
Se quiser acertar a combinação para um jantar específico, dá uma olhada no nosso Harmonizador de Vinhos: é só dizer o prato que ele sugere o tipo de vinho.
Para quem é (e para quem não é)
É para você se: quer um Malbec argentino seco, frutado e fácil de beber por preço acessível; está começando no Malbec; vai abrir num jantar informal ou churrasco; e confia no custo-benefício argentino para o dia a dia.
Não é para você se: busca um Malbec complexo, encorpado, com estrutura e potencial de guarda. Esse perfil pede uma faixa acima — vale olhar nossa página de melhores vinhos e, se a ideia é guardar a garrafa, o guia de vinhos de guarda. O Novecento é o oposto disso: um tinto jovem, para beber agora.
Veredito
O Novecento Malbec é um Malbec de entrada honesto e correto: seco, frutado, de taninos macios e bom custo-benefício na faixa de R$ 50–90. Não é um vinho de “uau”, e o Vivino — com ~37 mil avaliações — deixa isso claro ao cravar 3,4/5, a nota mediana típica de um entry-level. O varejo brasileiro, que adora exatamente esse perfil, dá 4,3–4,8. As duas leituras são verdadeiras, e é o encontro delas que sustenta a nota 7,0/10: reconhece o que o vinho entrega sem inflar o que ele não é.
Perguntas frequentes
Vinho Novecento é bom? Sim, dentro da categoria dele. O Novecento Malbec é um Malbec argentino de entrada — seco, frutado e fácil de beber — com bom custo-benefício na faixa de R$ 50–90. Cumpre bem o papel para iniciantes e jantares informais, mas não tem a complexidade de um Malbec premium. Aqui ele recebe nota 7,0/10.
Novecento é seco ou suave? É seco. Tem corpo médio, taninos macios e teor por volta de 13,3% a 13,5%. Apesar de descrito como macio e aveludado, é um tinto seco, não adocicado.
Quanto custa o Novecento? A garrafa de 750 ml costuma ficar entre R$ 50 e R$ 90, variando por canal e promoção. Confira o valor do dia na loja, e cuidado: anúncios bem acima dessa faixa costumam ser kit com mais de uma garrafa.
Com o que o Novecento Malbec harmoniza? Com a mesa argentina clássica: carnes vermelhas (churrasco, bife), massas frescas, empanadas de carne e queijos de intensidade média. É um seco de corpo médio, versátil para o dia a dia.
Por que o Novecento tem nota mais baixa no Vivino? Porque o Vivino reúne um público enófilo global, que avalia qualquer rótulo com a régua do Malbec premium. Sob esse critério, um Malbec de entrada como o Novecento fica na média — daí o 3,4/5 (sobre ~37 mil avaliações), contra os 4,3–4,8 do Mercado Livre, onde quem avalia foi atrás justamente de um Malbec frutado e barato. Não é o vinho que muda, é a expectativa de quem prova.
Conteúdo para maiores de 18 anos. Beba com moderação.