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Rota das Cantinas Históricas, na Serra Gaúcha

Quem vai a Bento Gonçalves pela primeira vez quase sempre vai ao Vale dos Vinhedos — e faz bem. Mas quem volta, ou quem quer a versão menos produzida da Serra, procura a Rota das Cantinas Históricas.

Ela fica no distrito de Farias Lemos, a noroeste de Bento, ao longo da RS-431, e tem pouco mais de 5 km. É curta, e é justamente essa a graça: dá para fazer em uma tarde, com calma.

Os cinco roteiros de Bento Gonçalves

Vale entender onde cada um se encaixa antes de montar a viagem:

roteiroo que é
Vale dos Vinhedoso mais conhecido e estruturado; vinícolas grandes, restaurantes, hotelaria
Caminhos de Pedra12 km de casas de pedra basáltica da imigração italiana, Patrimônio Histórico do RS
Cantinas Históricascantinas familiares em Farias Lemos; o mais artesanal dos cinco
Vale do Rio das Antaspaisagem de vale e rio, com vinícolas e aventura
Encantos de Euláliarural, com agroindústrias familiares

Se o seu tempo é curto e é a primeira vez, Vale dos Vinhedos e Caminhos de Pedra resolvem. Se você já conhece esses dois, as Cantinas Históricas são o passo seguinte.

O que esperar das cantinas

São produtores familiares, muitos de terceira ou quarta geração, em estruturas pequenas. O que muda em relação a uma vinícola grande:

  • O atendimento costuma ser feito pela própria família
  • A degustação é informal, muitas vezes na mesa da cantina
  • Há bastante vinho de mesa e de uvas americanas — Isabel, Bordô — que é a tradição local
  • Vende-se também suco de uva, geleia, salame, queijo e conserva

Não espere rótulo premiado nem arquitetura de cartão-postal. Espere conversa, porão e a garrafa aberta na hora.

Caminhos de Pedra, o vizinho que vale a mesma viagem

A 12 km de estrada, os Caminhos de Pedra preservam as construções de pedra basáltica da imigração italiana, algumas com mais de um século, e são tombados como Patrimônio Histórico do Rio Grande do Sul. O roteiro mistura restaurantes, museus, pequenas cantinas e casas que vendem produtos coloniais.

Entre elas está a Cantina Strapazzon, uma das mais antigas do roteiro, onde foram rodadas cenas do filme O Quatrilho. As visitas guiadas terminam em degustação.

Como organizar a ida

  • De carro é o mais prático. As estradas são boas, mas há trechos rurais.
  • Escolha o motorista da rodada antes de sair. Degustação em cantina é generosa, e a Lei Seca não negocia.
  • Vá com fome. Boa parte do programa é comida: salame, queijo, pão, massa.
  • Leve dinheiro e cartão. Cantina pequena nem sempre tem maquininha funcionando, e sinal de celular varia.
  • Confirme antes. Horário de cantina familiar muda com a estação e com a colheita. Ligue ou confira o site do roteiro no mesmo dia.

Quando ir

  • Janeiro e fevereiro — a vindima, a colheita. É quando a região está em movimento e há festas da uva.
  • Março a maio — outono, folhagem colorida no parreiral, menos gente.
  • Junho a agosto — frio de verdade, ótimo para vinho tinto e para os restaurantes; alta temporada na Serra.
  • Setembro a dezembro — parreiral brotando, clima ameno.

Perguntas frequentes

Dá para fazer os cinco roteiros num fim de semana? Não com calma. Dois por dia já é apertado. O realista para um fim de semana é Vale dos Vinhedos num dia e Caminhos de Pedra ou Cantinas Históricas no outro.

Precisa agendar? Nas vinícolas grandes do Vale, quase sempre. Nas cantinas familiares, nem sempre — mas confirmar evita porta fechada.

Tem opção para quem não bebe? Sim, e boa: suco de uva integral da região é excelente, e a parte gastronômica e histórica se sustenta sozinha.

Dá para comprar e trazer vinho? Dá, e é uma das melhores partes. Leve caixa ou proteção para a mala. Se for de avião, despachar garrafa exige embalagem adequada.


Informações de roteiro e horários mudam. Confirme nos canais oficiais do município e das cantinas antes de viajar.

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